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sábado, 9 de maio de 2015

Entrevistas com as Professoras

Entrevistamos duas educadoras que tiveram a oportunidade de trabalhar com crianças com necessidades especiais, perguntamos sobre seus principais desafios e como lidaram com essas crianças e com os outros alunos.
A professora Rosangela, tem 41 anos, se formou em 2007 no curso de Pedagogia e fez um curso de especialização de formação básica em Deficiência Física para professores na AACD. Isabel tem 38 anos é formada em Pedagogia e em 2008 se especializou como psicopedagoga.

01 - Como se deu seu inicio como professora de Educação Inclusiva?
Rosangela -  Sempre foi assim, todo ano você recebe a lista de alunos e te comunicam que estará recebendo um aluno com  inclusão. Este ano fui comunicada que teria na classe dois alunos com síndrome de Down e mais 21 alunos. 
Isabel -   Em 2009 com uma criança cujo diagnostico era hiperatividade e deficiência mental e depois uma criança com paralisia cerebral e problemas cognitivos e cadeirante.

02 -  Sua formação te deu base para trabalhar com crianças especiais?
Rosangela - Teoricamente sim, mas na prática observo que a teoria ajuda a refletir sobre a as ações envolvidas, mas não te prepara e não te dá ferramentas no dia a dia com a criança.
Isabel - Conhecimento teórico razoável  mas para a prática faltou o estágio especifico.

03 - Como foi a sua preparação para receber seus alunos especiais?
Rosangela -  Não houve preparação, no começo do ano a coordenação apenas avisa sobre o quadro de alunos.
Isabel - Não me preparei, chegou e fui buscar auxilio onde as alunas eram  acompanhadas,  tive instruções de psicopedagogos, terapeutas e psicólogos.

04 - Quais foram as mudanças na sua rotina de trabalho com a chegada de crianças especiais?
Rosangela - Tudo, desde atenção individual que elas necessitam, quanto para o restante da sala que também precisa de intervenções pontuais, concentração do restante da sala nas atividades que estão sendo realizadas.
Isabel - Não mudou, eu apenas tive que ajudar a estagiaria a aplicar ou dar comandos para a sala enquanto aplicava as atividades.

05 - Quais as principais dificuldades enfrentadas por você no processo de inclusão?
Rosangela - O que trabalhar com esses alunos, a falta de material pedagógico direcionado para que possa avançar na sua aprendizagem dentro das suas limitações. Duvidas constantes e falta de curso de capacitação de prática com esses alunos. Espaço lúdico pedagógico apropriado para interagir.
Isabel - A preocupação com o desenvolvimento da criança.

06 - Na sua opinião, qual o papel da escola na inclusão de crianças especiais?
Rosangela - Acredito que é dar instrumentos teóricos e práticos para que o professor se sinta seguro e capaz de visualizar e realizar um bom trabalho em sua sala de aula.
Isabel - Respaldar o professor em suas dificuldades pedagógicas, trazendo diversidades no contexto prático - pedagógico

07 - Qual a participação dos pais no atendimento e acompanhamento?
Rosangela - Observo que de uma família há interesse e vê os avanços da parceria com a escola aos encaminhamentos com a fono,  psicopedagoga e outros. Já na outra família não há comprometimento com esses encaminhamentos,  prejudicando o avanço mínimo na sala de aula.
Isabel - De acordo com a minha experiência infelizmente não houve participação/parceria nem com a escola e nem com o professor em particular.

08 - Qual a vantagem para uma criança sem necessidades especiais, estudar ao lado de uma criança com necessidades especiais?
Rosangela - Observo que a vantagem é o olhar deles para com  essas crianças: são carinhosos, solidários, sempre se propondo a ajudá-los, não fazem discriminação, não excluem das brincadeiras. Tornando-se  cidadãos  mais conscientes,  respeitando e aceitando  as diferenças.
Isabel - O desenvolvimento da noção de igualdade, solidariedade e naturalidade, ou seja, quando ele ver outra situação parecida agirá sem preconceitos.

09 - Houve mudanças na sua vida pessoal e profissional a partir dessa experiência com crianças especiais?
Rosangela - Sim, passo horas tentando elaborar estratégias diferentes para a minha prática e buscando mais informações para saber lidar com as situações que aparecem. Houve mudança no meu olhar para com essas crianças, são prazerosos os momentos de atividades com eles.
Isabel - Sim,  conhecimento, busquei teoria e prática e aprendi a agir com naturalidade em todas a situações sem preconceitos.

10 - Você acredita que a inclusão pode contribuir para diminuir o preconceito? Por quê?
Rosangela - Sim, acredito que são pessoas capazes de realizar autonomamente atividades do dia a dia como qualquer outra pessoa na sociedade em que vive, deste que sejam preparadas para isso.
Isabel - Sim, a partir do momento que a criança convive e conhece, ela agira com naturalidade em situações diversas, e sem preconceito.









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