Reflexão critica sobre a inclusão de crianças com algum tipo de deficiência fisica ou mental no ensino regular.
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
sexta-feira, 15 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
Constituição Brasileira
O artigo 208 da constituição Brasileira especifica que é dever do estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,preferencialmente na rede regular de ensino" condições também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da criança e do adolescente).
A legislação obriga as escolas a terem professores do ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais, a se integrarem nas classes comuns, e é dever do professor elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades especificas das mesmas .
A legislação obriga as escolas a terem professores do ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais, a se integrarem nas classes comuns, e é dever do professor elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades especificas das mesmas .
sábado, 9 de maio de 2015
Entrevistas com as Professoras
Entrevistamos duas educadoras que tiveram a oportunidade de
trabalhar com crianças com necessidades especiais, perguntamos sobre seus
principais desafios e como lidaram com essas crianças e com os outros alunos.
A professora Rosangela, tem 41 anos, se formou em 2007 no curso de
Pedagogia e fez um curso de especialização de formação básica em Deficiência
Física para professores na AACD. Isabel tem 38 anos é formada em Pedagogia e em
2008 se especializou como psicopedagoga.
01 - Como
se deu seu inicio como professora de Educação Inclusiva?
Rosangela - Sempre foi assim, todo ano você recebe a
lista de alunos e te comunicam que estará recebendo um aluno com inclusão. Este ano fui comunicada que teria na
classe dois alunos com síndrome de Down e mais 21 alunos.
Isabel - Em
2009 com uma criança cujo diagnostico era hiperatividade e deficiência mental e
depois uma criança com paralisia cerebral e problemas cognitivos e cadeirante.
02 - Sua formação te deu base para trabalhar com
crianças especiais?
Rosangela - Teoricamente sim,
mas na prática observo que a teoria ajuda a refletir sobre a as ações
envolvidas, mas não te prepara e não te dá ferramentas no dia a dia com a criança.
Isabel - Conhecimento teórico
razoável mas para a prática faltou o
estágio especifico.
03 - Como
foi a sua preparação para receber seus alunos especiais?
Rosangela - Não houve preparação, no começo do ano a coordenação
apenas avisa sobre o quadro de alunos.
Isabel - Não me preparei,
chegou e fui buscar auxilio onde as alunas eram acompanhadas,
tive instruções de psicopedagogos, terapeutas e psicólogos.
04 - Quais
foram as mudanças na sua rotina de trabalho com a chegada de crianças
especiais?
Rosangela - Tudo, desde
atenção individual que elas necessitam, quanto para o restante da sala que
também precisa de intervenções pontuais, concentração do restante da sala nas
atividades que estão sendo realizadas.
Isabel - Não mudou, eu
apenas tive que ajudar a estagiaria a aplicar ou dar comandos para a sala
enquanto aplicava as atividades.
05 - Quais
as principais dificuldades enfrentadas por você no processo de inclusão?
Rosangela
- O
que trabalhar com esses alunos, a falta de material pedagógico direcionado para
que possa avançar na sua aprendizagem dentro das suas limitações. Duvidas constantes
e falta de curso de capacitação de prática com esses alunos. Espaço lúdico
pedagógico apropriado para interagir.
Isabel - A preocupação com
o desenvolvimento da criança.
06 - Na
sua opinião, qual o papel da escola na inclusão de crianças especiais?
Rosangela - Acredito que é dar
instrumentos teóricos e práticos para que o professor se sinta seguro e capaz
de visualizar e realizar um bom trabalho em sua sala de aula.
Isabel
-
Respaldar o professor em suas dificuldades pedagógicas, trazendo diversidades
no contexto prático - pedagógico
07 - Qual
a participação dos pais no atendimento e acompanhamento?
Rosangela - Observo que de uma
família há interesse e vê os avanços da parceria com a escola aos
encaminhamentos com a fono, psicopedagoga
e outros. Já na outra família não há comprometimento com esses encaminhamentos,
prejudicando o avanço mínimo na sala de
aula.
Isabel - De acordo com a
minha experiência infelizmente não houve participação/parceria nem com a escola
e nem com o professor em particular.
08 - Qual
a vantagem para uma criança sem necessidades especiais, estudar ao lado de uma
criança com necessidades especiais?
Rosangela
-
Observo que a vantagem é o olhar deles para com essas crianças: são carinhosos, solidários,
sempre se propondo a ajudá-los, não fazem discriminação, não excluem das
brincadeiras. Tornando-se cidadãos mais conscientes, respeitando e aceitando as diferenças.
Isabel
- O
desenvolvimento da noção de igualdade, solidariedade e naturalidade, ou seja,
quando ele ver outra situação parecida agirá sem preconceitos.
09 -
Houve mudanças na sua vida pessoal e profissional a partir dessa experiência
com crianças especiais?
Rosangela - Sim, passo horas
tentando elaborar estratégias diferentes para a minha prática e buscando mais
informações para saber lidar com as situações que aparecem. Houve mudança no
meu olhar para com essas crianças, são prazerosos os momentos de atividades com
eles.
Isabel
-
Sim, conhecimento, busquei teoria e
prática e aprendi a agir com naturalidade em todas a situações sem
preconceitos.
10 - Você
acredita que a inclusão pode contribuir para diminuir o preconceito? Por quê?
Rosangela - Sim, acredito que são pessoas capazes de realizar autonomamente
atividades do dia a dia como qualquer outra pessoa na sociedade em que vive,
deste que sejam preparadas para isso.
Isabel
-
Sim, a partir do momento que a criança convive e conhece, ela agira com
naturalidade em situações diversas, e sem preconceito.
Desenhos "Meu amigo diferente é especial
Fizemos uma visita a EMEI Pequeno príncipe ,na sala da professora Isabel onde há uma aluna chamada Rafaela que tem deficiência física e mental. Iniciamos uma conversa informal com as crianças de 08 a 10 anos de idade,sobre as relações de amizade,respeito e sobre diferenças. Pedimos a elas que fissezem um desenho com o tema "Meu amigo diferente é especial" e ficamos impressionadas com o resultado.
Nome; Kayque . S
Comentário
do aluno: "Porque ela é mulher e
mulheres são especiais e por que ela é deficiente"
Análise
do desenho: A sala esta tão integrada e a noção de respeito é muito bem
trabalhada, para Kayque a Rafaela não é diferente, precisa ser respeitada
porque é menina. Ela é vista como uma princesa. Ele coloriu apenas a parte da
menina do desenho, a cadeira de rodas e o restante Kayque deixou sem colorir, ele e outras
crianças associam a cadeira de rodas a um trono, para eles isso não é um
empecilho.
Nome
do aluno: Guilherme S. P.
Comentário
do aluno: “Aminha amiga especial deve
receber respeito porque ela é mulher purisso presisso respeitar”
Análise
dó desenho: O desenho mostra os amigos brincando juntos, de bicicleta, skate e
a Rafaela com sua cadeira de rodas. Pelo desenho de Guilherme podemos perceber
que ele trata a amiga especial da mesma forma que trata os outros amigos, a
cadeira de rodas é vista como um brinquedo, ou seja, ela participa das
brincadeiras normalmente.
Nome
do aluno: Marcos V. P. V.
Comentário
do aluno: "Proque elas são espesias"
Análise do desenho: Esse desenho é interessante porque mostra que Rafaela
pode contar com a ajuda de Marcos, ele
esta levando a menina na cantina de doces, Marcos sente prazer em ser útil
ajudando -a com as atividades do dia a dia. Todas as crianças da sala de Rafaela
estão colaborando para que a menina se sinta realmente incluída no grupo, .
Introdução
O
objetivo do trabalho é promover uma reflexão crítica sobre a inclusão de
criança com algum tipo de deficiência física ou mental no ensino regular. Para
compreendermos melhor esse processo
fomos à uma escola e acompanhamos a rotina diária de uma classe com um aluno de
inclusão.
A
inclusão escolar veio para ficar e para contribuir com a qualidade de vida de
todos, tenham deficiência ou não. É um processo construído dia após dia, por
professores, alunos, familiares e comunidade.
Segundo
dados do Ministério da Educação (MEC), em 2014
foram quase 900 mil alunos matriculados na educação básica, 79% em
turmas comuns, se considerarmos somente as escolas públicas, esse número sobe
para quase 93%. Em 1998, cerca de 200 mil
alunos estavam matriculados, sendo apenas 13% em classes
comuns.
O papel do professor é muito importante no processo de
inclusão, segundo informações do MEC também
houve um aumento no número de
professores com formação em educação especial, em 2003 eram 3.691 docentes, em
2014 esse número chegou a 97.459 professores.
A inclusão,
ganhou força com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, toda criança,
deficiente ou não, tem direito de estudar em uma escola regular, apesar do
aumento do numero de crianças matriculadas, ainda precisamos de muitas
mudanças. Essas mudanças devem levar em conta o contexto social e mudanças de
valores da sociedade, devem ser implantadas de maneira gradual, planejadas e
contínuas, para garantir um ensino de qualidade. Devemos lembrar que as
crianças não devem ir à escola apenas
para ficar na escola, elas devem aprender e se desenvolver. Recomendações
técnicas são importantes mas a reflexão
dos educadores, pais, alunos e sociedade é muito mais importante.
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