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domingo, 10 de maio de 2015

Constituição Brasileira

O artigo 208 da constituição Brasileira especifica que é dever do estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,preferencialmente na rede regular de ensino" condições também consta no artigo 54  do ECA (Estatuto da criança e do adolescente).
A legislação obriga as escolas a terem professores do ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais, a se integrarem nas classes comuns, e é dever do professor elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades especificas das mesmas .



sábado, 9 de maio de 2015

Galeria "Meu amigo diferente é especial"









Entrevistas com as Professoras

Entrevistamos duas educadoras que tiveram a oportunidade de trabalhar com crianças com necessidades especiais, perguntamos sobre seus principais desafios e como lidaram com essas crianças e com os outros alunos.
A professora Rosangela, tem 41 anos, se formou em 2007 no curso de Pedagogia e fez um curso de especialização de formação básica em Deficiência Física para professores na AACD. Isabel tem 38 anos é formada em Pedagogia e em 2008 se especializou como psicopedagoga.

01 - Como se deu seu inicio como professora de Educação Inclusiva?
Rosangela -  Sempre foi assim, todo ano você recebe a lista de alunos e te comunicam que estará recebendo um aluno com  inclusão. Este ano fui comunicada que teria na classe dois alunos com síndrome de Down e mais 21 alunos. 
Isabel -   Em 2009 com uma criança cujo diagnostico era hiperatividade e deficiência mental e depois uma criança com paralisia cerebral e problemas cognitivos e cadeirante.

02 -  Sua formação te deu base para trabalhar com crianças especiais?
Rosangela - Teoricamente sim, mas na prática observo que a teoria ajuda a refletir sobre a as ações envolvidas, mas não te prepara e não te dá ferramentas no dia a dia com a criança.
Isabel - Conhecimento teórico razoável  mas para a prática faltou o estágio especifico.

03 - Como foi a sua preparação para receber seus alunos especiais?
Rosangela -  Não houve preparação, no começo do ano a coordenação apenas avisa sobre o quadro de alunos.
Isabel - Não me preparei, chegou e fui buscar auxilio onde as alunas eram  acompanhadas,  tive instruções de psicopedagogos, terapeutas e psicólogos.

04 - Quais foram as mudanças na sua rotina de trabalho com a chegada de crianças especiais?
Rosangela - Tudo, desde atenção individual que elas necessitam, quanto para o restante da sala que também precisa de intervenções pontuais, concentração do restante da sala nas atividades que estão sendo realizadas.
Isabel - Não mudou, eu apenas tive que ajudar a estagiaria a aplicar ou dar comandos para a sala enquanto aplicava as atividades.

05 - Quais as principais dificuldades enfrentadas por você no processo de inclusão?
Rosangela - O que trabalhar com esses alunos, a falta de material pedagógico direcionado para que possa avançar na sua aprendizagem dentro das suas limitações. Duvidas constantes e falta de curso de capacitação de prática com esses alunos. Espaço lúdico pedagógico apropriado para interagir.
Isabel - A preocupação com o desenvolvimento da criança.

06 - Na sua opinião, qual o papel da escola na inclusão de crianças especiais?
Rosangela - Acredito que é dar instrumentos teóricos e práticos para que o professor se sinta seguro e capaz de visualizar e realizar um bom trabalho em sua sala de aula.
Isabel - Respaldar o professor em suas dificuldades pedagógicas, trazendo diversidades no contexto prático - pedagógico

07 - Qual a participação dos pais no atendimento e acompanhamento?
Rosangela - Observo que de uma família há interesse e vê os avanços da parceria com a escola aos encaminhamentos com a fono,  psicopedagoga e outros. Já na outra família não há comprometimento com esses encaminhamentos,  prejudicando o avanço mínimo na sala de aula.
Isabel - De acordo com a minha experiência infelizmente não houve participação/parceria nem com a escola e nem com o professor em particular.

08 - Qual a vantagem para uma criança sem necessidades especiais, estudar ao lado de uma criança com necessidades especiais?
Rosangela - Observo que a vantagem é o olhar deles para com  essas crianças: são carinhosos, solidários, sempre se propondo a ajudá-los, não fazem discriminação, não excluem das brincadeiras. Tornando-se  cidadãos  mais conscientes,  respeitando e aceitando  as diferenças.
Isabel - O desenvolvimento da noção de igualdade, solidariedade e naturalidade, ou seja, quando ele ver outra situação parecida agirá sem preconceitos.

09 - Houve mudanças na sua vida pessoal e profissional a partir dessa experiência com crianças especiais?
Rosangela - Sim, passo horas tentando elaborar estratégias diferentes para a minha prática e buscando mais informações para saber lidar com as situações que aparecem. Houve mudança no meu olhar para com essas crianças, são prazerosos os momentos de atividades com eles.
Isabel - Sim,  conhecimento, busquei teoria e prática e aprendi a agir com naturalidade em todas a situações sem preconceitos.

10 - Você acredita que a inclusão pode contribuir para diminuir o preconceito? Por quê?
Rosangela - Sim, acredito que são pessoas capazes de realizar autonomamente atividades do dia a dia como qualquer outra pessoa na sociedade em que vive, deste que sejam preparadas para isso.
Isabel - Sim, a partir do momento que a criança convive e conhece, ela agira com naturalidade em situações diversas, e sem preconceito.









Desenhos "Meu amigo diferente é especial

Fizemos uma visita a EMEI Pequeno príncipe ,na sala da professora Isabel onde há uma aluna chamada Rafaela que tem deficiência física e mental. Iniciamos uma conversa informal com as crianças de 08 a 10 anos de idade,sobre as relações de amizade,respeito e sobre diferenças. Pedimos a elas que fissezem um desenho com o tema "Meu amigo diferente é especial" e ficamos impressionadas com o resultado.
Nome; Kayque . S


   
Comentário do aluno: "Porque ela é mulher e mulheres são especiais e por que ela é deficiente"

Análise do desenho: A sala esta tão integrada e a noção de respeito é muito bem trabalhada, para Kayque a Rafaela não é diferente, precisa ser respeitada porque é menina. Ela é vista como uma princesa. Ele coloriu apenas a parte da menina do desenho, a cadeira de rodas e o restante  Kayque deixou sem colorir, ele e outras crianças associam a cadeira de rodas a um trono, para eles isso não é um empecilho.




Nome do aluno: Guilherme S. P.




Comentário do aluno: “Aminha amiga especial deve receber respeito porque ela é mulher purisso presisso respeitar”

Análise dó desenho: O desenho mostra os amigos brincando juntos, de bicicleta, skate e a Rafaela com sua cadeira de rodas. Pelo desenho de Guilherme podemos perceber que ele trata a amiga especial da mesma forma que trata os outros amigos, a cadeira de rodas é vista como um brinquedo, ou seja, ela participa das brincadeiras normalmente.






Nome do aluno: Marcos V. P. V.



Comentário do aluno: "Proque elas são espesias"

Análise do desenho: Esse desenho é interessante porque mostra que Rafaela  pode contar com a ajuda de Marcos, ele esta levando a menina na cantina de doces, Marcos sente prazer em ser útil ajudando -a com as atividades do dia a dia. Todas as crianças da sala de Rafaela estão colaborando para que a menina se sinta realmente incluída no grupo, .  













Introdução

O objetivo do trabalho é promover uma reflexão crítica sobre a inclusão de criança com algum tipo de deficiência física ou mental no ensino regular. Para compreendermos  melhor esse processo fomos à uma escola e acompanhamos a rotina diária de uma classe com um aluno de inclusão.
A inclusão escolar veio para ficar e para contribuir com a qualidade de vida de todos, tenham deficiência ou não. É um processo construído dia após dia, por professores, alunos, familiares e comunidade.
Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), em 2014  foram quase 900 mil alunos matriculados na educação básica, 79% em turmas comuns, se considerarmos somente as escolas públicas, esse número sobe para quase 93%. Em 1998, cerca de 200 mil alunos  estavam  matriculados, sendo apenas 13% em classes comuns.
O papel do professor é muito importante no processo de inclusão, segundo informações do MEC   também  houve um  aumento no número de professores com formação em educação especial, em 2003 eram 3.691 docentes, em 2014 esse número chegou a 97.459 professores.
A inclusão, ganhou força com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, toda criança, deficiente ou não, tem direito de estudar em uma escola regular, apesar do aumento do numero de crianças matriculadas, ainda precisamos de muitas mudanças. Essas mudanças devem levar em conta o contexto social e mudanças de valores da sociedade, devem ser implantadas de maneira gradual, planejadas e contínuas, para garantir um ensino de qualidade. Devemos lembrar que as crianças não devem  ir à escola apenas para ficar na escola, elas devem aprender e se desenvolver. Recomendações técnicas são importantes  mas a reflexão dos educadores, pais, alunos e sociedade é muito mais importante.